Sexta-feira passada, li uma notícia que tomou meus pensamentos pelo resto do dia. Tratava-se de uma matéria sobre uma criança indiana que havia nascido com uma anomalia – seu coração desenvolveu-se fora do corpo. Na hora de ser trazida à luz, ela segurava seu pequenino coração nas mãos.
Não será isso um recado à humanidade? Eu acredito em sinais.
Sim, os cartesianos me dirão que isso pode ser explicado por muitas vertentes e ter inúmeras causas: fome, desnutrição, falta de políticas públicas voltadas às parturientes, desinformação, má formação genética, omissão da mãe em não fazer um pré-natal, omissão do governo por não oferecer estrutura hospitalar que dê o direito à mãe em fazer pré-natal.
Muitas análises objetivas e científicas surgirão para explicar-me o motivo dessa criança ter desenvolvido o órgão externo ao seu corpo. Eu não desacredito de nenhuma delas. Mas levando-se em consideração o avanço que a ciência alcançou nas últimas décadas, toda a inovação tecnológica e o arsenal químico produzido para tratar doenças, chega a ser uma ironia que a fome, a desnutrição, o desvelo dos governos ainda produzam frutos tão daninhos.
Eu prefiro acreditar que essa criança lançou um grito desesperado para a humanidade: temos a vida toda em nossas mãos!
O que vamos escolher?
Lu, não tinha conhecimento desse caso... eu diria que metáfora poderosa...mas pelo que dizes não é sequer uma metáfora é algo real - uma criança nasce segurando o coração nas mãos.
Tal como tu sou daqueles que não acreditam em coincidências e que por trás de cada coisa, cada acontecimento, há sempre algo para decifrar, para entender...talvez o que isto nos quererá dizer seja mesmo o que concluíste no teu texto, qual será a escolha?