Na distância de um oceano


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As estações de comboios evocam-me sempre algum romantismo.
Foi lá que te vi pela última vez. Tinhas de apanhar o avião em Lisboa.
Era chegada a hora de nos despedirmos. Ainda estavas à minha frente e eu já sentia tantas saudades tuas. O meu coração estava apertado. Não sabia quando podia voltar a ver-te. No nosso beijo apertado, no nosso abraço forte, tentei não chorar. Olhamo-nos nos olhos, sussurramos ao ouvido um do outro, “Amo-te…”, e eu vi-te partir, de malas nas mãos, entrar no comboio que te levava de mim, para longe de mim… Atravessei a linha, pelo túnel subterrâneo, e estaquei do outro lado, fiquei a olhar o comboio, que começava a ganhar velocidade… Ia jurar que te conseguia distinguir no meio daquela confusão de pessoas e malas, naquele comboio a abarrotar de gente…
Já lá vão uns bons meses desde esse dia…
Todos os dias, na minha viagem de metro a caminho de casa, passo por essa mesma estação, estação de Campanhã, o metro pára e abre as portas para aqueles que quiserem entrar ou sair. E todos os dias, a nossa despedida, passa diante dos meus olhos, do meu coração. Sinto o abraço apertado, o último beijo… Uns dias, as lágrimas vêm-me aos olhos… Outros dias, fico de olhar longínquo, peito apertado…
Esperando o dia do reencontro, da vitória do amor…
Sem saber se esse dia vai realmente chegar… Ou se ficou perdido no tempo… No tempo dos meus sonhos… Na distância de um oceano…


3 Respostas a “Na distância de um oceano”

  1. Anonymous v. LEAL BARROS 

    este texto fez-me lembrar de uma música da Maria Rita do primeiro album... as estações são locais carregados de vida...hoje deixaste-nos um pedaço, ainda que triste..

    beijo grande

  2. Anonymous Lu 

    esse texto é um bom exemplo do que a palavra saudade significa. Esse misto de coisas boas - porque aquece o coração com lembranças - e ruins - porque aperta o peito quase a sufocar, instigando as lágrimas a correrem...

  3. Anonymous alvesPEDRO 

    a pior distância não é a física mas a da vontade.

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