A Infinita Prateleira das Metáforas #029


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Alguém pensa que é sorte ter nascido?
Apresso-me a informar a esse homem ou a essa mulher que é igual sorte viver ou morrer, eu sei.

Morro com aquele que vai morrer e nasço com aquele está a nascer, não estou contido entre o meu chapéu e as minhas botas,
E examino os mais variados objectos, nenhum igual ao outro e todos bons,
Boa a terra e boas as estrelas e bons os seus complementos.

Eu não um mundo nem o complemento de um mundo,
Sou o camarada e o companheiro das pessoas, todas tão imortais e insondáveis como eu próprio,
(Elas nem sabem como são imortais, mas eu sei.)

Cada espécie para si própria, para a minha o macho e a fêmea,
Para mim os que foram rapazes e amam as mulheres,
Para mim o homem altivo que sente a dor do desdém,
Para mim a bem amada e a solteirona, para mim as mães e as mães das mães,
Para mim os lábios que sorriram, os olhos que derramaram lágrimas,
Para mim as crianças e aqueles que as procriam.

Despe-te! Para mim não és culpado, nem decrépito, nem banido,
Vejo-te através do pano fino ou do algodão,
E aproximo-me, tenaz, ávido, incansável e ninguém pode afastar-me de si.


Walt Whitman

In “Canto de mim mesmo”, Assírio & Alvim
Trad. José Agostinho Baptista


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