ARTILHARIA


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Um punhal atravessa minha garganta.
Uma sufocação me toma de assalto, a vista escurece e é como morrer.
Tento falar, não consigo.
Tenho a boca repleta de cacos de vidro.
Sinto ânsia, náusea...vomito.
Vomito flores de cristal.
São bonitas, não resta dúvida, mas não têm alma, não têm cor, não perfumam.
A fragilidade dessas flores é bruta: não suporta a dor nem o grito, ainda que abafado e rouco.
Espatifam-se em vão. São incapazes de brotar.
Quero de volta as pétalas, mesmo que elas feneçam.
Trocaria, sem hesitação, o punhal que me cala pelos espinhos. Mesmo ferindo o verbo, eles resistem à vida.

luciana MELO


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