DE QUEM ME FALA #006


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D'Ela...
Estou morta é um facto. Mesmo tu, a única testemunha de que não perdi a voz, resistes, obrigas-te ao mesmo exercício e à mesma disciplina para que o amor não parta, para que o amor não corra e se esconda longe, lá onde o mar esconde o sol. Sabes, antes de me lançar ao Saône, antes de mergulhar definitivamente no rio que insiste em ser mulher, eu já tinha morrido umas quantas vezes ainda com o sangue a correr-me nas veias. Matei-me quando já não aguentava a saudade do corpo d’Ele, matei-me sempre que o peso dos cornos e daquela maldita poesia se tornava insuportável, matei-me quando conheci o outro e constatei que o amor, o meu amor era impossível. Não digas que não sabias que vamos morrendo ao longo da vida? Agora... agora nada deves temer, estou morta é um facto, não há nada a fazer. Cuida-te com as mortes dos vivos, essas sim, essas doem verdadeiramente.
v. LEAL BARROS
Nota: Para melhor compreensão do encadeamento dos textos desta série, foi acrescentado aos textos já publicados um prefixo identificando o narrador correspondente.


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