DE QUEM ME FALA #005


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Do Rapaz...
De manhã cruzava a Croix-Rousse como fazia todos os dias. No pensamento a indignação do costume, não percebia como aquele chão de Fevereiro, aquela pasta de lama e neve espalhada pela praça possuía consistência suficiente para impedir que os plátanos mergulhassem na terra e se afundassem para sempre. Não o conhecia, nem a Ela. Na altura a minha vida era uma cópia dessa praça, uma cópia exacta, um pântano suficientemente viscoso capaz de aguentar o peso das dúvidas que me vergavam as costas como o da neve vergava os braços das árvores. Passava as manhãs na Vivement Dimanche retirando e repondo os livros da estante, horas à procura não sei de quê… talvez do sol que pudesse solidificar tudo. Foi numa dessas manhãs de Fevereiro que Ele me chegou. Virei a página ao mesmo tempo que pela montra filtrava aquele pântano que me doía tanto, na página seguinte Ele quebrava o branco com estas palavras: “de l'amour, j'en connais rien / à peine que tes levres ont le goût de l'éternité.”
v. LEAL BARROS


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