A INFINITA PRATELEIRA DAS METÁFORAS #018


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3.

Mas será que em vão guardamos o coração no peito, em vão que
apenas nós, mestres e discípulos esperamos? Pois quem
quereria opor-se e impedir a nossa alegria?
O fogo divino também nos impele, dia e noite,
a partir. Por isso, vem! Para que contemplemos o espaço aberto,
para que procuremos o que é nosso, por muito longe que se
encontre.
Uma coisa é certa: quer ao meio dia, quer
até à meia-noite, a todos é comum
uma medida, aplicada diferentemente a cada um,
e vai e vem assim cada um até onde pode.
Por isso à loucura exultante é grato troçar da troça,
quando de súbito se apodera do vate na noite sagrada.
Vem, pois, ao Istmo! Onde o mar alto sussurra
junto ao Parnaso e a neve rodeia de luz os rochedos délficos,
vem à terra do Olimpo, aos cumes do Citéron,
passar sobre os abetos e os vinhedos donde
se avista ao fundo Tebas e o Ismeno que rumoreja na terra de Cadmo
de onde o Deus que há-de vir se aproxima e para trás aponta.
(...)
Friedrich Hölderlin
in "O Pão e o Vinho"
trad. Maria Teresa Dias Furtado
Assírio & Alvim

a "pedido" desta menina


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