NEVA EM MIM #008


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É como se um vento metálico ferisse a minha alma, como se o meu corpo resvalasse por uma escarpa, como se as lindas rosas vermelhas aveludadas ficassem cinzentas, como se o meu bebé deixasse de respirar.
Estou numa bolsa cheia de água, ouço o mundo através da pele de uma barriga esticada.
Não me lembro. Porque escolhi este tempo, porque escolhi esta família para voltar cá. Não me lembro.
Hoje resvalo pela escarpa.
Há muito que o meu cordão umbilical foi cortado.
Agora estabeleço uma relação quase simbiótica, com a minha alma companheira, que me acompanha ao longo dos séculos.
E agora sei, voltei cá, com a certeza que os nossos caminhos se cruzariam de novo. Temos tanto para caminhar ainda. E não vamos ter mais nenhuma vida igual a esta. Vamos aproveitar amor. Temos este tempo para viver o amor. Para ultrapassarmos barreiras, que se calhar já vêm de muito longe.
Vamos acreditar em nós. E segurarmo-nos um ao outro, de cada vez que o vento metálico roçar a nossa alma, de cada vez que nos desequilibrarmos na escarpa, de cada vez que o nosso bebé começar a respirar com dificuldade.
Vamos agarrar este nosso tempo. Eu sabia que nos voltaríamos a cruzar. Vim para te encontrar. Este tempo é nosso. Vamos seguir em frente.
cláudia NEVES


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