NEVA EM MIM #005


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Este mundo assusta-me. Não tanto o mundo. Mas a grelha de pensamento colectivo que arrasta a maioria das pessoas, como se pertencessem a um rebanho. Nenhum cordeiro ousa ser diferente. As pessoas têm medo de ser elas próprias, têm medo de seguir os seus próprios pensamentos. Porquê o medo de arriscar? Que medo é este de quebrar a rotina a que estamos presos e que não nos deixa satisfeitos? Porquê ficarmos presos nos nossos rituais diários?
Há o medo de dar um passo diferente, medo de escutar o coração, calamos o coração a todo o custo, tentamos racionar tudo! E quando alguém sai do rebanho é automaticamente catalogado, como escandaloso, ou louco, e a multidão sente-se indignada, sente-se chocada, mas, cá para mim, bem no fundo, sentem inveja! Porque não conseguem ser elas próprias, não conseguem ser espontâneas, estar à vontade, não ter medo do diferente. Chamam louco ao vizinho muito bem sucedido profissionalmente, que vendeu tudo o que tinha, largou tudo e foi viver para o Tibete, chamam-no louco, mas bem no fundo sentem inveja porque sabem, que na sua vida nunca vão ter coragem para fazer nada arriscado, para dar um passo diferente e esperar que o inesperado aconteça. Sabem que nas suas vidas, nada de diferente acontecerá, pois elas jamais vão arriscar alguma coisa diferente. Sabem que não vão ter a coragem de seguir os seus pensamentos.
E mesmo quando não queremos, damo-nos conta, que estamos a ser arrastados por todos este padrões, pela multidão negra que nos tenta contagiar e prender, e o cansaço apodera-se de nós, do nosso corpo, da nossa alma...
Mas uma coisa eu sei, que quando as oportunidades surgem, eu não tenho medo de correr riscos, de seguir o meu pensamento, o meu coração, e só assim, dou oportunidade para que o inesperado aconteça.
E são estes momentos, que dão cor à nossa vida. Quando largamos o pensamento colectivo, os padrões de pensamento, quando arrancamos todas as correntes que nos prendem, e saltamos em queda livre de um avião a kilometros de altura. A massa colectiva vai dizer que é perigoso, que pode acontecer algo de terrivel. Mas nós damos o passo e sentimos-nos vivos.
E se um para- quedas não abrisse por qualquer razão, tínhamos sempre o suplente, que é praticamente impossível não abrir também.
E afinal, o que é que de tão terrível poderia acontecer?
Nada.
Mas por vezes é o desanimo que nos guia, o cansaço, o vento parece que trouxe a areia para nos tapar os olhos e não sabemos muito bem por onde andamos... Não sabemos bem o que dizemos, o que pensamos, o que escrevemos... Deambulamos de um lado para o outro, já fora do rebanho, esperando ver a oportunidade de nos lançarmos em queda livre...
Temos de clarificar o pensamento e não ter medo de seguir em frente, não ter medo de não pertencer ao numeroso rebanho que nos tenta contagiar.
Muitos obstáculos vão aparecer no nosso caminho, mas não devemos nunca desistir, pois são estes obstáculos que nos fazem crescer, que fazem com que depois tudo tenha mais sabor, mais valor.
Um viva à espontaneidade, à vida, ao amor!
cláudia NEVES


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