E DEPOIS DO CAFÉ? #013


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"BIRTH" »»» JONATHAN GLAZER
Um casal separado por um interregno de morte até o marido voltar passado dez anos na pele de um menino para “reclamar” sua esposa, eis o mote para este filme com a Nicole Kidman a convidar-nos à reflexão sobre a vida e a morte, sobre o luto, sobre o amor. Nesta película não existem certezas nem “partis-pris”. Expõe-se uma história e o resto é connosco, quer sejamos eternos cépticos, quer tenhamos a reencarnação ou transmigração das almas um dado adquirido na nossa concepção de vida. O que achei interessante neste filme é que ele levanta a dúvida sem nunca ter a pretensão de resolver o que quer que seja. Esta história permite-nos sermos juízes sem tirarmos conclusões, o objectivo não é resolver uma questão de forma maniqueísta mas, adoptarmos uma posição de abertura à verdade seja ela qual for e, na falta da mesma, aceitamos um “encolher de ombros”, uma interrogação na espera de uma certeza mais sólida. Seguramente urge uma nova revolução epistemológica na ciência e será nesta nova postura que poderemos permitir mais avanços. Um conceito um pouco paradoxal, concordo, mas vejamos, trata-se de duvidar para seguir em frente com mais convicções e quando chegamos mais perto da verdade, só foi possível porque não descartamos a tal hipótese nula.
Embora não estejamos perante um filme brilhante, não aceito que se diga por aí pelas criticas desses cinéfilos que gostam mais de destruir de que de cinema propriamente dito, que é mais um mau filme, mal escolhido pela Nicole K. Penso é que não terão feito a devida digestão do mesmo. Como referi acho que coloca uma questão bem pertinente sem dar a tal pista, simplesmente descreve uma história. Ainda dentro do tema da reencarnação convém lembrar um senhor, o psiquiatra americano Ian Stevensen que dedicou a sua vida a fazer o estudo de cerca de 3000 casos de supostas vidas passadas de crianças que recordam em estado de vigília as famílias que tiveram, por vezes apresentam marcas físicas de outra vidas, etc. Enfim, poderemos teorizar muito à volta do que leva essas crianças a proferir essas afirmações mas se partirmos do pressuposto de que é tudo falso então estamos a recusar uma possível via. Como já foi dito e a confirmar-se o trabalho desenvolvido por Stevenson, arrisco dizer que talvez venha a ser o Galileu deste século, derrubando fronteiras rumo a uma verdade maior num reencontro da ciência e filosofia (neste caso oriental).
alves PEDRO


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