NA CAUDA DO PIANO #005


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Wim Mertens, compositor belga nascido em 1953, estudou no Conservatório de Bruxelas e formou-se em Ciências Política e Sociais e Musicologia nas universidades de Leuven e Gent.
Desde 1980 que tem composto diversas obras, com diferentes formatos, desde canções curtas e acessíveis a ciclos complexos de três e quatro partes, interpretando-as a solo ao piano, cantando numa característica tonal aguda e num idioma pessoal e imaginário, ou acompanhado por diferentes formações de câmara. Wim Mertens compõe também para obras de teatro e de cinema. Editou mais de 25 álbuns, todos eles com o selo belga da “Les Disques du Crépuscule”.
Entre os primeiros álbuns que gravou encontra-se “Close Cover”, que continua hoje a ser considerado um clássico.
Em Outubro de 1981 gravou um maxi-single com o título “At Home/Not at home”, duas peças de orientação clássica, acompanhado pelo saxofonista Peter Gordon. O LP “Vergessen”, lançado em 1982, inclui seis obras com vários instrumentos e foi o impulsionador da carreira de Mertens como compositor.
Mertens passou o verão de 1984 compondo música para teatro, para a peça “The Power of Theatrical Madness”, de Jan Fabré, que gerou grande polémica. O duplo LP “Maximizing the Audience”, resultado da parceria entre o compositor e o dramaturgo foi lançado posteriormente na primavera de 1985. A música de “Maximizing the Audience” tem uma qualidade narrativa que marca a evolução das canções instrumentais às vocais e ilustra o interesse crescente do autor pela voz humana. Mertens, consciente da qualidade corrupta a que pode chegar a linguagem, cria a parte vocal numa linguagem de sons não semânticos que relembram o francês antigo ou o latim. O ambiente espiritual que sugerem estas peças é comparável ao dos cantos gregorianos. “Maximizing the Audience” foi apresentado pela primeira vez no Royal Albert Hall em Londres.
No ano seguinte, 1986, deu início a “A Man of no fortune and with a name to come”, seis peças para piano solo e vocal. O lançamento foi acompanhado por concertos em França, Holanda, Bélgica, Espanha, Japão, EUA e Grã-bretanha.
Fruto dos seus concertos em Nova Iorque, Los Angeles e Houston, editou pela Windham Hill uma compilação para o mercado norte-americano. Pouco depois o realizador inglês Meter Greenaway encomendou-lhe a banda sonora para o seu filme “The Belly of an Architect”, rodado em Roma.
Em 1993, aquando da sua passagem pelo Teatro de S. Luís em Lisboa, Wim Mertens lança o disco ao vivo “Epic that never was”, um álbum intimista pleno de magia e serenidade. Nele incluiu o tema “Voo Outro” como tributo a Fernando Pessoa.
No ano 2000, depois da publicação da trilogia “Integer Valor-Intégrale” onde Mertens reuniu as obras compostas nos últimos cinco anos, foram publicados dois novos trabalhos, um dos quais “If I can” integrando composições anteriores com nova forma e novos arranjos.
Em 2001 re-editou “At home/Not at home” e publicou “Arens Lezen”, composto por 13 CDs em formato de quarto caixas, onde se nota a busca de Mertens pela sua música mais pura, procurando nela a essência da própria música.
Em Dezembro de 2003 Wim Mertens publica “Skopos”, estreado no castelo de Gaasbeek na Bélgica em Julho de 2002. Foi interpretado pelo Wim Mertens Ensemble, com 12 músicos em palco. A gravação em estúdio deste trabalho é ainda mais complexa, com grupos adicionais de cordas, metais e percussão.
“Skopos” é uma palavra grega, que significa “alcançar”, “concretizar um objectivo”, ou “uma linha musical seguida pela melodía” O álbum refere-se ao que podemos ver, ao que podemos ouvir, a tudo que pode ser ouvido e interpretado e que está “ao nosso alcance”. Apesar da profunda ressonância e tons das composições, estas referem-se mais ao que “não podemos alcançar”, ao que não é palpável, ao que não é necessariamente visível e perceptível, ou audível, ao que “está fora do nosso alcance”.
v. LEAL BARROS
Imagem retirada do site »»» www.wimmertens.be


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