CONVIDADO ESPECIAL #002


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"REJECTED" »»» DANIEL BLAUFUKS
Ainda Auschwitz...

É a minha primeira vez... e como qualquer boa debutante em Blog alheio, estou nervosa.
Nervosa porque confesso que quando me convidaram, pensei logo: "Rosa! Tens que escrevinhar algo que mereça ser lido", no entanto - parece que é sempre de propósito, não é? - não me vieram grandes iluminações.
Então lembrei-me: "Este POVO É BOM TIPO, não há motivo para preocupações" e resolvi apenas falar um pouquinho do livro que tenho em mãos, O Anjo Mudo, de Heinrich Boll.
Creio que tal como o amigo VLB (o que de vós conheço melhor), absorvo as coisas duma forma quase real, diria mesmo que depois de penetrarem no meu campo magnético, se transformam quase numa outra realidade paralela. Não é doentio não, é apenas a minha forma de tentar dar-lhes a importância que elas têm, depois da filtragem e quando a merecem.
O caso em concreto, por agora, será ainda o dos 60 anos assinalados sobre a libertação dos prisioneiros do campo de extermínio nazi de Auschwitz-Birkenau, na Polónia. Data esta que entre todos nós mereceu posts, mas não foi para mim suficiente. Quis saber mais, ler mais - quase como que uma expiação pelos pecados em comum desta humanidade, quase como que uma homenagem por aquela gente. Assim, passando pela Hannah Arendt, que aconselho pela sua clareza e inteligência, e acabando (porque o tempo nunca é muito quando se quer ler) em Heinrich Boll.
Heinrich Boll foi Nobel em 1972. O seu Anjo Mudo é um livro que retrata a condição humana, a denúncia da miséria moral que o "milagre" da recuperação alemã ocultava, tal como Arendt, mas em forma de conto. Um conto tão triste e marcante como foi o pós-guerra.
Boll transporta-nos à vida de um rapaz alemão, que depois de ter sido chamado para uma guerra que não era a dele, se vê sem nada na sua cidade d'outrora. È um retrato de como se sobrevive aprendendo a viver.
Dentro do fado miserável da fortuna de ter ficado vivo, Hans perde-se entre as ruínas das ruas mas encontra Regina, uma viúva que tinha acabado de enterrar o filho, duas almas que se unem pela desgraça e redescobrem que o pouco que podem dar a cada um, é mais do que descobrimos, ao ler o livro, que damos uns aos outros no meio da abundância.
É a exaltação do regresso às pequenas coisas que deixaram de ter importância numa sociedade de facilitismos descartáveis como a nossa, uma verdadeira descrição psicológica ao pormenor do autor. De leitura obrigatória.

Do mesmo autor: O comboio chegou pontual; Onde estavas Adão?; E não disse nem mais uma palavra; O pão dos anos moços; Opiniões de um palhaço; Retrato de grupo com senhora; A honra perdida de Katharina Blum.
rosa DART
via Marketing Axiológico


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