PAREDES NO INFINITO #001


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Quando avistei o mundo pensei que tivesse surgido da terra. Não tinha surgido da terra, fora produto do homem, embora fazendo parte dessa terra. Sou da terra e estou no homem. Sei-me etéreo composto de milhões de partículas de nada. Quando sou algo é porque tenho o que ser, de outro modo não poderia reclamar tal direito, nunca seria ninguém. O chão fixa-me a essência, suporta-me esses milhões de microcosmos. Definem-me por um ser, quando na verdade nunca serei um. Das paredes ao infinito, encontrar um solo no qual me fixar. Para vos perceber paredes todas do meu quê, não vos posso menosprezar. Assim, só vivo em vós. Os limites circunscrevem-me no fogo, dão-lhe os contornos do visível. O milagre da junção de dois triângulos opostos na alquimia perfeita da sua junção, eis o mapa da tua alma incauto. Procura algures nesse ponto. Uma ponta virada para cima, outra para baixo, isto na parede, no infinito as pontas são todas, para todo o lado ou para lado nenhum. A estrela de David contém esse insolúvel mistério, observa esse milagre, sente-te homem, sê-te na essência do teu impossível, és o maior de todos os milagres.
alves PEDRO


1 Respostas a “PAREDES NO INFINITO #001”

  1. Blogger Vítor Leal Barros 

    vou tentar ser-me o mais possível... obrigado

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