CONVERSA DE GAJA #002


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ILUSTRAÇÃO »»» ciro FERNANDES

Feminismo Radical - Principais ideias, conceitos e objectivos
A denominação de feminismo radical tem sido atribuída a uma grande diversidade de teorias, como tal não é fácil integrar todos os contributos teóricos num todo coerente (Beyson, 1992). Existem muitas posições antagónicas, o feminismo radical é sem dúvida um espaço marcado pelo debate de ideias e diversidade de posicionamentos, tentaremos apresentar algumas das principais inovações, assim como ideias basilares partilhadas dentro do movimento.
Segundo Beyson (1992; pp. 181; Munõz, Beltrán & Ávarez, 2001 ) podemos sintetizar e diferenciar o feminismo radical de outros movimentos e teorias feministas em algumas ideias principais:
- A opressão das mulheres é a forma fundamental e universal de dominação, o feminismo radical tem por objectivo compreender como essa opressão é exercida e de encontrar soluções para a anular
- As mulheres, enquanto grupo, têm interesses distintos ou mesmo opostos em relação aos homens, estes mesmos interesses unem as mulheres de tal forma que a divisão de classe ou raça se torna secundária,
- Para as mulheres alcançarem a libertação é necessário que se unam
- Baseia toda a teoria nas percepções e experiências individuais das mulheres
- Assume não ter necessidade de estabelecer compromissos entre as perspectivas e a agenda política, rejeita a ideia de utilizar e reproduzir ferramentas do sistema patriarcal
- Finalmente, o poder dos homens não se confina ao universo público da política e do trabalho, mas estende-se para a esfera privada.
Para subverter a opressão e eliminar o patriarcado seria necessária a libertação individual das mulheres, esta libertação passava pela consciencialização conjunta através da partilha das experiências individuais e femininas de opressão (Munõz, Beltrán & Ávarez, 2001). Esperava-se que as mulheres estivessem sós e juntas, isto é, comunicando com as outras, mas não estando constrangidas pelas outras, e, em simultâneo, percebessem que a opressão era partilhada pelas outras mulheres (Evans, 1995).
Apesar de partilharem a vontade de contrariar o patriarcado, as estratégias propostas pelas feministas variam, e em alguns pontos chegam mesmo a colidir. Algumas feministas rejeitam a competição pelo poder político, pois consideram que faz parte dos valores patriarcais e masculinos, como tal, também recusam a política convencional, as hierarquias organizacionais, defendendo o separatismo (Beyson, 1992). Enquanto que outras defendem que identificar o poder patriarcal permite-lhes uma avaliação mais realista das possibilidades políticas e da arena de conflito que as mulheres enfrentam, e a partir daí poderem desenvolver uma abordagem mais sofisticada ao poder patriarcal, relativamente à sua complexidade e natureza. Segundo este ponto de vista, as leis convencionais serão utilizadas de forma a tornar mais visíveis e inaceitáveis as diferentes formas de opressão sobre as mulheres como a violência e melhorar as perspectivas de emprego e educação (Beyson, 1992).
CECIL


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