PÉROLAS A PORCOS #005


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Há acontecimentos na nossa vida que nos fazem questionar o sentido e o modo como percebemos o mundo. São o tipo de situações que racionalmente não encontramos explicação para acontecerem e quando surgem trazem consigo uma mensagem qualquer que nos transforma ou nos enriquece de alguma maneira. Chamar-lhes-ei os “ACASOS” da vida.
Na passada noite de Sábado aconteceu-me um desses “acasos”. Estava de fim-de-semana em Lisboa com algumas das pessoas que colaboram neste blog quando depois de jantar resolvemos ir beber um copo ao Bairro Alto. Até aí tudo normal. Eis então que uma das pessoas do grupo aborda acidentalmente uma senhora que passava a chorar no meio da confusão. Olhando a senhora dizia para comigo, “lá vem aí mais um daqueles personagens pitorescos que quando começam a falar nunca mais se calam”. Rapidamente a conversa passou da tradicional competição Porto – Lisboa para algo bem mais interessante e rico como é a história de vida única e irrepetível de um ser humano. Durante duas horas a D. Maria do Céu partilhou connosco a sua experiência. Falou-nos da sua vida, dos seus amores e desamores, do seu sofrimento e da sua alegria terminando sempre cada episódio com a frase “fiz tudo isto para criar a minha filha”. Ao ouvi-la tinha a sensação de aquela história ser um dos romances mais bonitos que tinha lido até então, com a particularidade de não ser ficção e de ter o personagem principal, de olhos verdes brilhantes, vivo e ali à minha frente. Saí do Bairro maravilhado, pleno da humanidade transpirada naquele relato.
Pergunto-me porque acontecem estes “acasos”, porque razão encontramos pessoas que nos passam tão boas energias de forma gratuita e genuína? A sensação que tenho é de que a vida é composta por diversas camadas, todas elas verdadeiras mas nem todas consciencializadas e, estes momentos, não são mais do que um encontro entre duas dessas realidades. A D. Maria do Céu existia já na minha vida, numa dessas camadas a que a minha consciência não tinha acesso. O encontro foi apenas o cruzamento das duas realidades já definidas, a perceptível e a não perceptível à minha consciência.
v. LEAL BARROS


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