EFEMERIDADE
É. Não é: era!
Faço. Não faço: fiz!
São 10 horas 35 minutos e 2 segundos. Não são: eram!
Eis a efemeridade dos acontecimentos:
A contagem do tempo do tempo não pára
E o presente é o que se vive no momento,
Pois, quando se tenta dizer, já passou!
Penso que se deveria optar,
Sempre, pelo tempo pretérito perfeito
Do modo indicativo,
Em detrimento do tempo presente.
Mas terei que primeiro perguntar
A algum linguista entendido
Se concorda com este motivo,
Para assim, se comunicar.
E na melhor das hipóteses
Pode ser que este descubra
Algum tempo verbal esquecido,
Que seja mais fiel
Ao movimento do tempo a rolar!
Maceda Pereira
Gostei muito do poema menina Pipi... o tempo!!! É impressionante como esse conceito, verdadeiro porque o criamos e falso porque não existe quando existe o TODO, ou o NADA que é o TODO, é para nós motivo de questão.
V.L.B.