E o verbo se fez carne. Pela palavra vem o gesto, pelo gesto voltamos à sensação. Palavra é força, palavra em movimento, palavra a tua, palavra a minha, palavra: o poder. O poder solta-se nas palavras que o poeta engendrou. Onde queres tu chegar? Tu que verborreias lirismos de amores “intelectualoides”, perdido em sinergias políticas que não passam de estratégias de engate. Que sabes tu de mim? Quando só vives em escrita. Que palavras queres tu abusar para desprender-me da vida? Deixa-me optar pelo caminho mais sinuoso, é o meu, é aquele que eu quero seguir. A minha culpa não te alimenta mais. Vou-me soltar do poder da palavra pouco inocente, vou verbalizar a minha vida na estrada da minha vida. Deixar para trás o engodo da tua palavra, soltar o destino que escrevo. E o verbo se fez carne.
O engano provém da nossa capacidade de auto-ilusão alves PEDRO
a.Pedro, cada vez me surpreendes mais nos textos que colocas no nosso humilde blog. Este é fortíssimo... realmente, até que ponto nos deixamos seduzir pelas palavras?
um abraço e obrigado ;)
v. LEAL BARROS